SBT reprisará novela produzida em 1990. Que vergonha!
Posted by Bruno Figueredo | Filed under Posts
Em pleno ano 2010, com várias emissoras já transmitindo alguns programas em HDTV, e em tempos de 3D, o SBT vai reprisar a novela “Ana Raio e Zé Trovão” produzida e exibida pela extinta TV Manchete nos de 1990 e 91. Como assim? É o cúmulo, né? Eu respeito muito o Sílvio Santos, mas o cara toma decisões que me faz repensar se ele relamente é “o cara” ou se ele “foi o cara”. Além de colocar no ar uma novela que era de uma antiga concorrente, coloca algo sem qualidade de imagem e som, que ninguém merece assistir. Tantos atores e autores bons por aí, porque não investir no novo, fazer uma novela irreverente, apostar em novos talentos? Não, vai pelo caminho do que já está pronto, como se o telespectador fosse obrigado.
Deixo aqui o meu pesar ao SBT mais uma vez, que sempre comete erros. Cadê o Programa de Roberto Justus? Colocar um profissional desse peso para comandar um programinha de perguntas e respostas é de uma falta de capacidade para negócios que é difícil adjetivar. Ao telespectador, cabe assistir outra emissora, ir para internet, ler um livro ou procurar outra atividade. Como ainda existe espaço para o SBT? Não tem ninguém que conviva comigo que assista algum programa desta emissora, e isso independe de idade ou classe social. O Sílvio Santos tem o direito de fazer o que bem quiser com sua grade de programação e conteúdos da sua emissora, e a gente tem o direito de reclamar, questionar, usar o controle remoto e desacreditar mais uma vez desta emissora.
E você o que acha desta novidade do SBT? Jogue seu comentário e deixe este espaço ainda mais interativo.
Tags: 3D, HD, novelas, sbt, Sílvio Santos
Passione resgata estilo “novelão” com difícil missão.
Posted by Bruno Figueredo | Filed under Posts
Antigamente o termo novela das oito carregava um peso, que o seu final esvaziava as aulas na faculdade, era o assunto do dia e o Brasil parava para assistir. Hoje em dia, o peso diminui e vai perdendo força a cada novela que estreia. Sempre que a Globo anuncia o próximo folhetim, lá vem os autores explicando um pouco sobre suas histórias e personagens.
Nos últimos tempos, o que se viu foram os autores invertendo um pouco a relação mocinho e vilões, com a prerrogativa de que ninguém é 100% bom ou mal em todo momento. Se isso é verdade, não sei, mas o IBOPE vem mostrando que as novelas não tem a audiência de antes. Os fatores todo mundo sabe, mas é bom listar: queda de audiência da TV para a internet, aumento de assinaturas da TV paga, aumento no número de pessoas ingressando em faculdades e estudando à noite, reação por parte de outras emissoras de televisão, principalmente da Record.
Com um discurso contrário à outros autores, Sílvio de Abreu promete uma história no estilo “novelão”, com dramalhões e realismo, é o típico folhete que não abre mão dos mocinhos, vilões, humor, mentiras daquelas que você fala “isso só acontece em novelas”, lágrimas, riqueza exacerbada, glamour, poder, ambição, sexo e personagens com seus bordões para fazer o Brasil inteiro aprender a falar. Tem horas que dá saudade é desse tipo de novela mesmo, que a gente sofre com a mocinha e quer matar a vilã, pena que os vilões tem ficado cada vez melhores, que a gente até sente falta quando todo mundo é doce.
Se Sílvio de Abreu vai conseguir reerguer o IBOPE da novela das oito, isso não sei, dificilmente, mas pelo menos vamos ter uma novela que te prende para o dia seguinte. Acho que ninguém nem fala mais de “Viver a Vida”, então que Passione dê passos largos na conquista da nossa atenção. A fotografia da novela e o elenco estão nota mil. Vamos ver agora as cenas dos próximos capítulos, e se o “novelão” virar “novelinha” eu jogo aqui, jogo duro porque os telespectadores merecem.










