Passione resgata estilo “novelão” com difícil missão.
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Antigamente o termo novela das oito carregava um peso, que o seu final esvaziava as aulas na faculdade, era o assunto do dia e o Brasil parava para assistir. Hoje em dia, o peso diminui e vai perdendo força a cada novela que estreia. Sempre que a Globo anuncia o próximo folhetim, lá vem os autores explicando um pouco sobre suas histórias e personagens.
Nos últimos tempos, o que se viu foram os autores invertendo um pouco a relação mocinho e vilões, com a prerrogativa de que ninguém é 100% bom ou mal em todo momento. Se isso é verdade, não sei, mas o IBOPE vem mostrando que as novelas não tem a audiência de antes. Os fatores todo mundo sabe, mas é bom listar: queda de audiência da TV para a internet, aumento de assinaturas da TV paga, aumento no número de pessoas ingressando em faculdades e estudando à noite, reação por parte de outras emissoras de televisão, principalmente da Record.
Com um discurso contrário à outros autores, Sílvio de Abreu promete uma história no estilo “novelão”, com dramalhões e realismo, é o típico folhete que não abre mão dos mocinhos, vilões, humor, mentiras daquelas que você fala “isso só acontece em novelas”, lágrimas, riqueza exacerbada, glamour, poder, ambição, sexo e personagens com seus bordões para fazer o Brasil inteiro aprender a falar. Tem horas que dá saudade é desse tipo de novela mesmo, que a gente sofre com a mocinha e quer matar a vilã, pena que os vilões tem ficado cada vez melhores, que a gente até sente falta quando todo mundo é doce.
Se Sílvio de Abreu vai conseguir reerguer o IBOPE da novela das oito, isso não sei, dificilmente, mas pelo menos vamos ter uma novela que te prende para o dia seguinte. Acho que ninguém nem fala mais de “Viver a Vida”, então que Passione dê passos largos na conquista da nossa atenção. A fotografia da novela e o elenco estão nota mil. Vamos ver agora as cenas dos próximos capítulos, e se o “novelão” virar “novelinha” eu jogo aqui, jogo duro porque os telespectadores merecem.
Tags: globo, IBOPE, mídia, novelas, Passione
Organizações Globo não respeitam evangélicos. #Fail
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Respeito cabe em qualquer lugar, inclusive nos veículos de comunicação. Todo mundo sabe que cada grupo de comunicação está ligado à uma grupo político, religioso e por aí vai. O que eu acredito que deveria existir é respeito com cada partido, religião, time de futebol. Se existem notícias ruim sobre algum dos grupos, o veículo tem o direito de expor a notícia e com responsabilidade ouvir os envolvidos. Agora, eu como evangélico me senti totalmente revoltado com a cobertura da Globo sobre um evento da Igreja Universal. A emissora só desmereceu o evento, mostrando lados negativos como engarrafamentos, lixos, mas não mostrou em nenhum momento a grandiosidade do evento que reuniu 10 milhões de pessoas em todo Brasil. Um ato de fé, assim como católicos vão para Romaria, Aparecida do Norte, espíritas, budistas, e cada um no seu quadrado. Religião e time de futebol são assuntos complicados de tratar, mas cabe respeito. Se a Globo ou qualquer veículo não quer dar destaque à Igreja por um grande evento que ela realiza, não vale desmerecer e tentar maquiar com notícias infundáveis, engarrafamentos de 3Km em São Paulo, que está acostumado a ter 140KM. Isso é muito pequeno, Globo. Dá vergonha, como uma emissora que tem tantos produtos de qualidade rebaixa-se à isto. Não precisa. Veja o tom da matéria exibida na Globo, o foco é totalmente no “caos” do trânsito.
Esse vídeo mostra os truques de fotografia que o jornal OGlobo fez para tentar maquiar inclusive a informação de que o evento deixou muito lixo. Pensa a que ponto chegamos. Eu não gosto de tratar esse assunto de religião aqui, porque eu acredito que cada um tenha a sua fé, e precisa frequentar e acreditar naquilo que lhe traga paz, felicidade e muito mais. Respeito todas as religiões, times de futebol, instituições, e por aí vai.
A religião evangélica é a que mais cresce no país, e não existe problema nisso. O que não pode crescer são os índices de violência, drogas, assassinatos. É muito melhor uma pessoa se envolver com conteúdos religiosos, do que se envolver com o tráfico. Pense nisso! Precisamos aprender a conviver com as diferenças, meu povo. Ninguém é bobo. Deixo aí o registro que tenho vergonha deste tipo de jornalismo. É como o slogan do Serra, “O Brasil pode mais!”, tá Organizações Globo? “O Brasil pode mais”.
Tags: evangélicos, eventos, globo, Igreja Universal, mídia, Oglobo
Luiz Gustavo: brilhante, como sempre.
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O competente casal de jornalistas, Janaína Depiné e Luiz Gustavo. Foto: Divulgação Record
Eu sempre admirei o jornalista Luiz Gustavo, o Biló, como muitos conhecem. Ele sabe conversar com as pessoas como poucos, e isso é notável em suas matérias. Matérias? Sim, são matérias que mais parecem contos. Afinal, ele tem a incrível arte de extrair de pessoas simples, pérolas e informações como ninguém. Desde os tempos de TV Integração, esse mineiro conseguia imprimir no jornalismo nacional a marca de Uberlândia e de nossa região. Creio que como este, não teremos outro tão cedo para chegar pelo menos à metade de onde Luiz Gustavo chegou.
Quando recebi a notícia de que o jornalista havia deixado o time da Globo para integrar ao time da Record, eu logo pensei que teríamos muito mais a presença dele rede nacional. Fiquei super feliz, afinal as notícias pela voz de Luiz Gustavo tomam outra forma, viram contos e a aí a gente é que não consegue desgrudar da televisão.
Essa semana eu vi um belo trabalho de nosso mineiro jornalista mostrando a nova fase que vive a música sertaneja. Vou compartilhar com vocês os vídeos que consegui. Falta apenas um. Na verdade é uma série de reportagens que foi ao ar no Jornal da Record, onde Luiz Gustavo brilha praticamente todo dia. Desejo muito sucesso ao jornalista e creio que o Brasil inteiro ganhou com essa mudança dele de emissora, afinal, todo mundo entende o que ele fala, do CEO mais importante do país ao Seu Nenê, lá de Cruzeiro dos Peixotos, distrito de Uberlândia. Seu Nenê? Sim, aquele querido e carismático senhor que o Luiz Gustavo levou para conhecer o mar, e que emocionou o Brasil.
1ª parte da série de reportagens ‘Novo Sertanejo, a paixão do Brasil’ do Jornal da Record.
2ª parte da série de reportagens ‘Novo Sertanejo, a paixão do Brasil’
3ª parte da série de reportagens ‘Novo Sertanejo, a paixão do Brasil’
4ª parte da série de reportagens ‘Novo Sertanejo, a paixão do Brasil’
Assim que tiver a 5ª parte da série de reportagens ‘Novo Sertanejo, a paixão do Brasil’ eu postarei para vocês.
Abraços e sucesso ao Luiz Gustavo.
Tags: globo, Janaína Depiné, jornal, jornalismo, Luiz Gustavo, Record, reportagens, sertanejo
Para Manoel Carlos o que é “Viver a vida”?
Posted by Bruno Figueredo | Filed under Posts
Não é novidade para ninguém que as novelas ditam moda, gírias e comportamento. Há poucos dias, eu ouvia “Arebaba” constantemente nos diálogos femininos aqui na agência que trabalho.
Viver a Vida tem todo dia um depoimento de alguém que tenha passado por situações conflituosa, difíceis e algumas vezes bem humoradas. Mas a realidade de hoje vem apenas no final da novela.
Isso porque, no enredo de Manoel Carlos o que há é um desfile de total deturpação dos valores que aprendemos. E isso acontece do início ao fim da novela.
Antigamente, a gente torcia pelas mocinhas sofredoras, em contrapartida, nos sentíamos vingados quando os vilões se davam mal, eram presos e desmascarados. O que se vê hoje, são os vilões conquistando a simpatia de um quantidade de fãs que não para de crescer. Isso já mostra uma inversão de valores, que hoje pode não ter reflexos, mas o amanhã, só o tempo vai dizer.
Na trama de Manoel Carlos, não existe visualmente a mocinha e vilã. Para o autor, isso acontece, porque ele quer aproximar os personagens da nossa realidade, ou seja, que ninguém é 100% do seu tempo bom ou ruim. Mas essa desculpa de Manoel Carlos, nos mostra uma trama onde as safadezas cometidas soam o que ele chama de “Viver a vida”.
Os personagens da novela, em sua maioria enganam alguém. É o marido que trai sua mulher, e o pior, com a prima da vítima. Mas não tem problema. A esposa também trai o marido, com o carinha da academia. O outro galã também não fica para trás. Ele troca a mulher, com quem viveu boa parte da vida, por uma modelo bem mais jovem, na casa dos 30. E essa modelo, tadinha, parece que conheceu um novo amor, e está disposta a viver pelo menos um affair com o bonitão. Ah! O bonitão, ela conheceu no deserto, ta? Deserto psicológico ou deserto mesmo? Ahahaha. Obra do acaso? Talvez. O pior, é que o bonitão, pode ser o filho do seu atual companheiro, o Zé Mayer. E traições e conflitos amorosos não param por aí não, meu povo. Irmãos gêmeos disputavam a garota linda, que por um acidente, foi parar numa cadeira de rodas.
Quanta confusão e quantos valores foram jogados ao chão? Jogados para milhares de telespectadores Brasil a fora. Para adolescentes e crianças que estão em fase de formação de carácter. Para pessoas que estão vivendo dias difíceis e por um minuto se acham na pele de um personagem, tomam atitudes impensáveis e depois colherão feridas pelo resto de suas vidas.
E tudo isso no horário em que a maioria da família brasileira assiste TV, e tem nos artistas os retratos de comportamentos padrões, ideiais, os heróis, que devemos tomar como exemplo.
Para Manoel Carlos então, viver a vida é assim: agir por impulso, sem pensar nas conseqüências, no outro, naquele que merecia respeito, é viver sem ter valores, e cantar “sei lá, sei lá, a vida é um grande canção.
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