Vício em internet pode levar jovens à depressão.

Vício em internet pode levar jovens à depressão.
Em um post anterior, eu falei que no Brasil cerca de 12% da população conectada tem até 14 anos. Agora, um estudo divulgado ontem (02/08) nos EUA, mas realizado na China mostra que os adolescentes “viciados” em internet têm mais que o dobro de chances de sofrer depressão do que aqueles que navegam na rede de forma mais controlada.
O estudo foi publicado no Archives of Pedriatic and Adolescent Medicine. A amostra da pesquisa levou em conta 1.041 adolescentes de Guangzhou, no sudeste da China, que preencheram um questionário para identificar se acessavam a internet de forma patológica e se sofriam de ansiedade e depressão.
A grande maioria dos adolescentes, mais de 940, utilizava a internet corretamente, mas 62 (6,2%) foram classificados como internautas moderadamente patológicos, e 2 (0,2%) como “severamente patológicos”.
Nove meses após a aplicação do questionário, a condição psicológica dos adolescentes voltou a ser avaliada. Os pesquisadores descobriram que os estudantes que usavam a internet descontrolada tinham maior probabilidade de desenvolver uma depressão, do que aqueles que acessavam a rede de maneira moderada. A diferença é muito grande. Os viciados têm duas vezes e meia mais chances de sofrer com depressão.
Na vida é preciso ter moderação com tudo. A internet é uma ferramenta com infinitas possibilidades, mas é preciso tomar cuidado. As relações humanas presenciais, atividades físicas, momentos com a família, pausas para descanso e vários outros aspectos são indispensáveis para qualquer ser humano. O problema é que os adolescentes, conhecidos como “nativos digitais” não conheceram um mundo sem internet. Fora isto, a maioria dos pais não sabem lidar com essa novidade. Por falta de conhecimento, e por quererem que os filhos fiquem dentro de casa, acham que o computador é a solução. É preciso dialogar com os adolescentes e impor limites, horários e locais para navegar na internet. No próximo post eu vou dar algumas dicas de como os pais podem agir para manter uma boa relação com os filhos e uma navegação saudável na rede.
Até a próxima!

Em um post anterior, eu falei que no Brasil cerca de 12% da população conectada tem até 14 anos. Agora, um estudo divulgado ontem (02/08) nos EUA, mas realizado na China mostra que os adolescentes “viciados” em internet têm mais que o dobro de chances de sofrer depressão do que aqueles que navegam na rede de forma mais controlada.

Adolescente na internet

O estudo foi publicado no Archives of Pedriatic and Adolescent Medicine. A amostra da pesquisa levou em conta 1.041 adolescentes de Guangzhou, no sudeste da China, que preencheram um questionário para identificar se acessavam a internet de forma patológica e se sofriam de ansiedade e depressão.

A grande maioria dos adolescentes, mais de 940, utilizava a internet corretamente, mas 62 (6,2%) foram classificados como internautas moderadamente patológicos, e 2 (0,2%) como “severamente patológicos”.

Nove meses após a aplicação do questionário, a condição psicológica dos adolescentes voltou a ser avaliada. Os pesquisadores descobriram que os estudantes que usavam a internet descontrolada tinham maior probabilidade de desenvolver uma depressão, do que aqueles que acessavam a rede de maneira moderada. A diferença é muito grande. Os viciados têm duas vezes e meia mais chances de sofrer com depressão.

Na vida é preciso ter moderação com tudo. A internet é uma ferramenta com infinitas possibilidades, mas é preciso tomar cuidado. As relações humanas presenciais, atividades físicas, momentos com a família, pausas para descanso e vários outros aspectos são indispensáveis para qualquer ser humano. O problema é que os adolescentes, conhecidos como “nativos digitais” não conheceram um mundo sem internet. Fora isto, a maioria dos pais não sabem lidar com essa novidade. Por falta de conhecimento, e por quererem que os filhos fiquem dentro de casa, acham que o computador é a solução. É preciso dialogar com os adolescentes e impor limites, horários e locais para navegar na internet. No próximo post eu vou dar algumas dicas de como os pais podem agir para manter uma boa relação com os filhos e uma navegação saudável na rede.

Até a próxima!

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12% de usuários de internet no Brasil tem até 14 anos.

criança e adolescentes no computador _ joga no google

Eu achei que esse número pudesse ser até maior. Dados de uma pesquisa da ComScore revelou que no Brasil, 11,9%  da população que acessa a internet tem até 14 anos, ou seja, 4,8 milhões de seres pensantes. As crianças e adolescentes estão cada vez mais vidradas nas telinhas, seja do computador ou do celular. Tenho primos nesta idade, e a galerinha realmente fica por muito tempo conectada. Tem horas que dá até raiva. Por ser uma idade “sem compromissos” tem muita coisa legal para fazer, e acredito que eles perdem muito tempo na internet vendo o que não deve, ou vendo a maior parte do tempo, coisas que não agregam.

60% das crianças e adolescentes que acessam internet, passam a maior parte do tempo em sites de relacionamentos, entretenimento (aqui estão sites de vídeo, como Youtube, e até blogs). Vale ressaltar que a pesquisa foi feita apenas com usuários que acessam de cada ou do trabalho. Como essa faixa etária não trabalha, considere apenas acessos provenientes de residências.

25% do tempo passado on-line vai para sites de entretenimento, seguidos por 22% em mensageiros instantâneos (MSN, Gtalk, Skype) e redes sociais, com 15%.

Esses números dizem muito. Para nós o que pode ser apenas um número, para estudiosos do comportamento humano pode demonstrar uma mudança de hábito e consumo de mídias. Para a comScore, é um indicativo e tanto de que atividades amenas e diversão são os condutores predominantes do comportamento on-line de jovens usuários. Então, a velha história de que o adolescente passe a tarde toda estudando é uma história para boi dormir, ou navegar, né?

Para empresas que destinam produtos e serviços para essa faixa etária fica mais uma vez a mensagem. As crianças e adolescentes estão aí na rede, loucas por conteúdos interessantes. Gente que consome, que faz o pai gastar, que influencia as escolhas dos pais. Gente que adora viver em tribos, imitar o outro, massificar gírias, preferências, e que daqui a pouco serão adultos, que estarão no mercado de trabalho, vão ter um cartão de crédito, dominarão os bancos das faculdades. Gente que vai mandar no próprio dinheiro, e passarão para os filhos seus “novos” valores. Gente que preza pelo diálogo e que usa o Google antes de comprar um produto. Gente que leva demais em considerações as opiniões de outras pessoas na internet sobre determinada empresa ou serviço. Pense nisso. Em pouco tempo muita coisa pode mudar. Pense nisso mesmo.

E você, o que achou desta pesquisa? Convive com pessoas desta idade que possuem os hábitos apontados pela ComScore? Deixe seu comentário aí.

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