Desde que eu entendo por gente, escuto pessoas dizendo que seu sonho é ter um “pedacinho” de terra, uma chácara, um rancho, uma fazenda, fazendinha e por aí vai. Gente que vive na cidade, mas que gosta de se refugiar no campo. Terra no Brasil talvez não seja o problema, mas o que eu vejo é pouca gente com muita terra, e muita gente sequer com um pedaço de terra. Se o problema é social, pode até ser, mas quem ainda não conseguiu comprar o seu “pedacinho” de terra na vida real, pode estar fazendo sucesso. Trata-se do fenômeno da Fazendinha, que no Facebook é o FarmVille e no Orkut é o Colheita Feliz. São os chamados games sociais que a cada dia conquistam mais espaço.
Esta semana a Revista Exame trouxe uma reportagem e pesquisa sobre os Games sociais. Esse segmento deve crescer 60% ao ano até 2012. Só Microsoft, Honda e McDonald’s devem investir este ano cerca de 220 milhões de dólares. Esse dinheirinho daria para comprar muita fazendinha aqui no Brasil, né?
Um fato muito interessante é que a maioria de quem está se divertindo com a sua fazendinha virtual, talvez nunca pegou no controle de um vídeo-game. O chamado “jogador social” é geralmente uma mulher, com idade média de 40 anos, de classe média e que passe 90 minutos por dia cuidando da horta, animais e fazendo da sua fazendinha um lazer que não acontece na vida real. Sim, é 1 hora e meia por dia cuidando da fazendinha. E tem gente gastando dinheiro de verdade nessa brincadeira. O mesmo estudo que apontou o perfil do jogador social, que falei anteriormente, gasta cerca de 25 dólares por mês. A esposa do meu primo está dentro desta estatística. Ele compra moedas verdes pelo Pagseguro.
No mundo já são 50 milhões de pessoas com seus serviços agropecuários virtuais todo dia. Os games sociais atraem 500 milhões de pessoas no mundo, ou seja, 10% deste total está envolvido com suas fazendinhas.
Além da esposa do meu primo Eduardo, outros primos adoram o Colheita Feliz do Orkut. Meu sogro também já tentou ter uma FarmVille, mas desistiu. É assim. Os games sociais são vistos por muitos especialistas como uma evolução do Second Life, que foi um fenômeno que morreu. Acredito no sucesso dos jogos, principalmente porque estão integrados à redes sociais, ou seja, é um anexo interessante.
E no país em que ter uma casa é o sonho da maioria da população, a fazendinha vai continuar sendo um luxo para a maioria, ainda que seja no mundo virtual. Para os que ainda não têm internet, o jeito mesmo é acompanhar “A Fazenda” que estreia mais uma temporada no final de setembro na Record.
É fazenda para todos os perfis, gostos, idades e classes sociais, não acha?
E você, o que acha de tudo isso? Já tem um fazendinha, ou já tentou pelo menos ter uma? Jogue seu comentário.
Tags: colheita feliz, exame, facebook, FarmVille, games sociais, internet, orkut, Pagseguro, redes sociais
One Response to “Fazendinha: o sonho real no mundo virtual.”
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ALISON Says:
fevereiro 24th, 2011 at 17:50cuidar da minha fazenda









