Tem horas que paro para pensar como era difícil a vida dos recrutadores e profissionais de RH na hora de contratar uma profissional. Isso, se pensamos há 20 anos. Computadores eram raros dentro das empresas, o uso do Currículo em papel, aquele feito na máquina de datilografia ou comprado na papelaria e preenchido, era muito mais utilizado do que hoje em dia. Eram centenas de currículos, fora as indicações e referências pessoais que eram os maiores endossos, além das experiências profissionais. Quanto maior fosse o tempo de casa, mas fidelidade e comprometimento o funcionário tinha. Se no currículo existissem muitas empresas e um período muito curto entre um emprego ou outro, isso já sinalizava algo de errado.
Em tempos de redes sociais, muitas empresas já partiram para novas metodologias de recrutamento. Não que as regras antigas tenham caído por terra, mas outras práticas surgiram para facilitar a vida dos recrutadores. E quem pensa que essa informação é totalmente um achismo, está pra lá de enganado.
Uma pesquisa realizada pela consultoria Robert Half, e divulgada no início deste mês, mostrou que o Brasil está em primeiro lugar no mundo onde as empresas utilizam as redes sociais para recrutamento de funcionários. O resultado mostra que 21% das empresas brasileiras usam as redes sociais para conhecer melhor o perfil dos candidatos. Em 13 países foram entrevistados 2.819 executivos.
Um outra pesquisa realizada pela JobVite, uma empresa que especializada em fabricar softwares de recrutamento, foram destacados 3 principais redes sociais: o Twitter, o Facebook e o LinkedIn, como as principais redes consultadas pelos profissionais de RH. Na minha área, que é comunicação, isso é a mais pura realidade. Recebemos currículo já com links para as redes sociais, blogs, portfólios online, o que proporciona um acesso rápido e fácil. Lógico que não dispensamos uma entrevista e um bate papo para sentir um pouco o perfil do profissional. Currículo pode ser lindo, mas a prática mostra realmente quem é o profissional. Quanto mais ferramentas para facilitar a recrutamento, melhor para os profissionais de RH, gestores e caça talentos. Segundo os empregadores, da pesquisa realizada pela JobVite as redes sociais são uma forma mais rápida e barata no processo de seleção do candidato. Os dados do perfil de cada um deles é checado antes mesmo da entrevista presencial, oferecendo informações úteis sobre eles. Tempo hoje em dia é precioso e caro. Marcar uma entrevista, só depois de dar uma checada nas redes sociais e no Google. Não é tudo, mas mostra um pouco já do candidato.
Então, se você quer ter uma carreira brilhante, ou pelo menos limpinha, dê hoje mesmo uma jogada no Google, insira seu nome e veja o resultado. Aproveite para refletir sobre sua postura nas redes sociais. Se perceber que está descambando, é hora de apertar os cintos, rever seus objetivos e mudar. Falar mal do lugar que você trabalha, do seu chefe, cliente ou até dos seus amigos não passará nenhuma boa impressão para os recrutadores, nem para o mercado. Twitter, Facebook e rede social nenhuma tem a função de descarga. Você é livre para escrever o que quiser, mas pode sofrer consequências não muito agradáveis.
E aí, o que achou deste post? Jogue aí seu comentário. Pode ser que na busca do Google com o seu nome, um bom comentário seu, chame a atenção de um recrutador que está em busca de um profissional que saiba argumentar, escrever bem e convencer.
Tags: empregabilidade, empregos, internet, mercado de trabalho, redes sociais, RH
3 Responses to “Redes sociais viram vitrine no mercado de trabalho.”
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STEVE Says:
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