Esse post não é de minha autoria. É uma matéria que eu, a Analú e a Lídia (as duas da Serifa Comunição, empresa de assessoria de imprensa em Uberlândia) criamos para os veículos de comunicação. Fomos além de um release, com entrevista, dados, pesquisas e opiniões de quem entende do assunto. Essa matéria saiu na íntegra na Revista Glass de Abril, e desde já agradeço à revista por acreditar no potencial da matéria. Para quem não teve a oportunidade de ler, vou postar na íntegra, ok? Quem tiver dúvidas ou opiniões, mesmo que contrárias, favor deixar o seu comentário. Lembrando que os dados mudam todos os dias, visto o crescimento acelerado da internet, com o tempo eles estão desatualizados. Boa leitura, meu poooovo.
Redes sociais ganham o consumidor e o mercado.
P interactive inova com equipe especializada em “social media”
Especialistas acreditam que 29 milhões de pessoas frequentam as redes sociais na internet só no Brasil. O que significa que oito em cada dez usuários conectados no país têm um perfil em sites de relacionamento, como Orkut, Facebook, MySpace ou Twitter.
Segundo o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), os brasileiros utilizam um em cada quatro minutos na internet para atualizar seu perfil e espiar o dos amigos nessas redes. No entanto, os especialistas afirmam que as empresas precisam estar preparadas para essa atmosfera sem limites, bloqueios e moderação.
Uma pesquisa realizada pela empresa comScore aponta que mais de 1 bilhão de pessoas no planeta acessou a internet em maio de 2009. Dois terços dos avaliados, todos maiores de 15 anos, usaram um site de rede social.
Imagine transformar boa parte de todo esse público da internet em potenciais consumidores? A interação e o compartilhamento de informações permitem o diálogo entre empresas e clientes dentro das redes sociais. O empresário twitteiro pode, por exemplo, acompanhar, quase que instantaneamente, a reação do consumidor ao que sua empresa anuncia no site.
A P interactive, área online da uberlandense Fórmula P, é a primeira agência de propaganda do Triângulo Mineiro a ter uma equipe especializada nas redes sociais da internet, também denominadas “social media”. Dois profissionais da agência se voltam integralmente às redes sociais. Bruno Figueredo, diretor de planejamento da P interactive, explica que o trabalho é minucioso. “A empresa que deseja inserir-se nas redes sociais deve ter ciência de que a internet é um ambiente virtual, mas feito por pessoas, que podem reagir de diferentes maneiras. Ou seja, as ações em redes sociais devem ser planejadas e feitas por profissionais preparados”, alerta.
Na cabeça dos brasileiros
Para o brasileiro, que é um ser interativo por natureza, o sucesso das redes sociais levou a comunicação para além das rodas de bate-papo nas ruas, bares, igrejas e cafezinhos.
No Brasil, o Orkut é sinônimo de rede social. O site é mais visitado do que o Google. Pesquisa do Ibope aponta que 71,5% dos usuários residenciais acessaram o Orkut em janeiro de 2009. A maioria dos internautas cadastrados no site de relacionamentos é composta por brasileiros. Porém, entre as outras mídias sociais acessadas em todo o mundo, o site ocupa a 21ª colocação.
Nos primeiros lugares, estão redes pouco acessadas pelos brasileiros, como o Facebook e o Myspace, e o Twitter, que é a nova febre mundial. A partir da pergunta “What are you doing?” o internauta pode escrever um texto de 140 caracteres no Twitter e deixar que a interatividade faça o seu trabalho. Muitos estão usando a ferramenta para interagir com outros usuários. Só que a maioria dos bons twitteiros descobriram que a rede é um eficiente meio de informação, em que podem postar links de notícias e, até mesmo, da cobertura ao vivo de eventos.
O Twitter ainda está em fase de crescimento. Em 2008, ele ganhou a adesão de 70% dos atuais usuários. No ranking das redes sociais, passou de 22º colocado para 3º entre os mais acessados. Diferente do Orkut, o Twitter não é o preferido dos brasileiros. Os norte-americanos representam 40% dos twitteiros e apenas 4,2% são brazucas.
Afinal, o que são o Facebook e o Myspace, que dominam a preferência entre as redes sociais? O Facebook, em primeiríssimo lugar, tem funções bem parecidas com as do Orkut, mas não caiu nas graças dos brasileiros, que representam “apenas” 500 mil dos usuários do site. Além de não chegarem perto dos milhões de orkuteiros, os brasileiros não utilizam o Facebook com tanta frequência.
Na segunda colocação, vem o MySpace, que mistura blog com compartilhamento de fotos, vídeos e música. Por causa dessas características, a rede ganhou o universo da música. Diversas bandas possuem perfis no MySpace e muitos músicos aproveitam a rede social para o lançamento de novos singles e CDs.
O microblog Twitter conquistou, só em junho, sete milhões de novos visitantes, contabilizando um total de 44,5 milhões de visitas únicas, em todo o mundo. Os dados, divulgados nessa terça-feira, 4, pela empresa de estatísticas comScore aponta um crescimento grandioso da rede no período de um ano. Em comparação com o mês de junho de 2008 – quando o Twitter contava com um número médio de 2,9 milhões de usuários – a rede social cresceu 1460%. Ainda de acordo com a consultoria, 45% dos usuários do microblog (cerca de 20 milhões de pessoas) estão nos Estados Unidos.
Na classificação dos maiores sites do planeta, o Twitter já ocupa a 52ª posição, ficando à frente do portal de notícias ESPN. De acordo com os números oferecidos pelo Google, o número de usuários do Twitter já ultrapassou o número total de cadastrados no Orkut. Segundo a companhia, a rede social conta com uma média de 35 milhões de usuários em todo o planeta, contra 44,5 milhões dos cadastrados no Twitter.
Surfando a boa onda
Welligton Crosara, guitarrista da banda Juanna Barbêra, de Uberlândia, explica que o perfil do grupo no Myspace existe há quase dois anos. Depois que a banda montou o site, “o mundo inteiro escuta a Juanna”. A banda ganhou fãs no México e no Japão e já recebeu convites de shows pelo site. “O Myspace é mais vantajoso para os músicos porque possibilita a postagem de áudios, vídeos e fotos da banda. Mesmo assim, temos perfis em outras redes, como o Orkut, para anunciar shows, novos trabalhos e fazer contatos com os fãs”, diz o guitarrista.
A editora do Correio Online, Marilia Rogacheski, comemora o bom momento do Twitter do jornal diário de Uberlândia. Em pouco mais de um mês de funcionamento, o site já teve 600 pageviews de usuários do Twitter. “Há uma rede grande de twitteiros que acompanha o Correio online. A cada dia recebemos mais pedidos para sermos seguidos pelos usuários do site”, explica.
Marilia ainda lembra que o dinamismo da rede social permite à empresa estar antenada com as notícias, ao mesmo tempo, que pode acompanhar as atualizações de outros veículos. “O leitor do Correio está mais próximo do jornal quando acessa o Twitter. E o jornal pode se favorecer dessa proximidade quando percebe o perfil e a preferência do leitor”.
Um enorme potencial a ser utilizado
O publicitário e consultor Roberto Aloureiro é um dos maiores especialistas no uso das redes sociais em benefício das empresas. Gerente da Construtora Tecnisa, o consultor avalia, na entrevista a seguir, o potencial das novas mídias e o caminho que os empresários brasileiros ainda devem trilhar para tirarem o máximo proveito da ferramenta virtual. Como exemplo de sucesso, Roberto Aloureiro cita a própria Tecnisa, que conseguiu alavancar as vendas de imóveis via blogs e até mesmo no Twitter.
Há quanto tempo as empresas brasileiras descobriram o potencial das redes sociais para o uso institucional?
Roberto Aloureiro: Na Construtora Tecnisa, já usamos essas ferramentas há quatro anos. Porém, identifico o último ano como o grande “boom” das redes sociais no Brasil. Percebo que a maioria dos clientes está se estruturando para realizar uma estratégia nessas mídias.
Os empresários brasileiros têm utilizado ferramentas como o Orkut, Twitter e Myspace?
Roberto Aloureiro: Sim, principalmente o Twitter, que é uma ferramenta fácil, rápida e extremamente interativa.
Existe algum aspecto negativo no uso dessas ferramentas?
Roberto Aloureiro: Ao utilizarem as redes sociais, as empresas devem estar preparadas para enfrentar crises e tratar com toda sorte de “stakeholders” (o termo designa todo tipo de pessoas e empresas influenciadas por uma organização). Não há o controle do que é dito nas redes sociais e, por isso, temos que aprender a lidar com essa nova realidade.
Você poderia relatar algum caso de sucesso no Brasil?
Roberto Aloureiro: O caso mais emblemático é o da Tecnisa, por se tratar de uma construtora e possuir um produto de alto valor – além de ser a primeira empresa a possuir um gerente exclusivo para a área de mídia social. Mas podemos citar também a Dell e a Camiseteria, que trabalham de forma eficiente nas redes sociais.
Dicas para sua empresa se dar bem nas redes
- Conteúdo transparente, objetivo e relevante gera interesse para o internauta/consumidor.
- A empresa deve resistir à tentação de controlar as respostas dos internautas.
- Há a oportunidade de segmentar o conteúdo de acordo com o público.
- Discussões entre os próprios internautas/consumidores podem ser benéficas.
- Clientes devem interagir para falarem – bem ou mal – da sua marca. E a empresa que deve facilitar essa comunicação.
Conteúdo de autoria: Serifa Comunicação e Fórmula P.
Tags: internet, Mercado, redes sociais, Roberto Aloureiro, Tecnisa











