Entrevista com Victor Barão direto do “Dgusty” no Shopping Park.

bruno figueredo e victor barao

Essa entrevista foi a mais demorada para ser publicada. Isso porque foi a primeira que gravei em áudio, e precisava ouvir tudo e ir digitando. Como a minha vida anda super corrida, eu tive que dar um jeito de fazer isso logo, afinal, a entrevista está muito legal.

E quem vem jogar conosco hoje, é o Victor Barão. Afinal, quem é esse cara?

Atualmente, Victor Barão é apresentador do programa “Plano B” que vai ao ar na TV aberta, pela Band Regional. Ele também é responsável pelo bombado site Scriptease TV, que é um videoblog. Esse figura que adora andar de bermuda por aí, com a cabelo sem pentear, e que tem um estilo super bacana, vai conversar conosco hoje. Eu convido você a saber um pouco mais sobre esse figura, que foi comigo gravar essa entrevista em um lugar muito inusitado, conforme eu havia prometido.

dgusty ok

Hoje teremos uma crítica quanto ao local da entrevista, mas é uma crítica bem humorada. O lugar tão prometido, não é filial, nem ao menos lembra o empreendimento que tem o mesmo nome. Apesar de estar na zona sul, colado no Uberlândia Shopping, e de estar pronto para atender as demandas do Karaíba, Morada da Colina, e Gávea Hill, o Dgusty que eu “encontrei” se diferencia pela simplicidade e bom humor da galera que ali trabalha. Eu achei o máximo o nome e a ousadia, e resolvi jogar aqui para vocês.

Ao chegar no Dgusty do Shopping Park, que fica bem do lado do Castelli Hall, eu e o Barão nos apresentamos e contamos que faríamos a entrevista. O nome da lanchonete de acordo com o proprietário, não faz jus, nem concorrência ao Dgust, que todos conhecemos ali na Rondon Pacheco. Ele disse que se um dia der problema, ele troca o nome, e de forma bem divertidade, até nos ofereceu um pastel tradicional e um mineirinho pra deixar a entrevista mais gostosa.

dgusty 3

Vamos ao bate papo com o Victor Barão direto do Dgusty Shopping Park.

Bruno Figueredo pergunta: Victor Barão, quem é você? Conte um pouco de sua história.

Victor Barão: Nasci em São Paulo, morei em Recife e várias outras cidade, e em outros muitos lugares, mas desde 15 anos estou em Uberlândia. Meu pai é publicitário, e minha mãe é jornalista, ou seja, “eu tenho pedigree”, sou o labrador, rsrsrs. Mas eles nunca me forçaram a ir para a área, até minha mãe queria que eu fosse médico ou engenheiro, mas isso influenciou sim. Meu pai é queridão no mercado, e isso ajudou a abrir portas assim “Ah, você é filho do Amiltão” rsrsrs.

Bruno Figueredo: como você foi parar no mundo da comunicação?

Victor Barão: Eu sempre gostei de câmera cara, sempre quis brincar com câmera, e quando vi o Marcos Mion na MTV, putz, aquilo foi um choque. Eu vi que tinha cara vileno também, eu vi o Mion, e me identifiquei com ele, até o jeitão dele, aquele estilo magrelão, parecia até comigo, no ínicio da carreira, porque hoje em dia ele mudou de estilo. Naquele momento eu falei que era aquilo que eu queria fazer. Então, desde a escola, colegial eu já gostava de fazer vídeos, editar, vídeos tipo do “Hermes e Renato” mas não ia pra frente. Aí o Marco Paulo, que é produtor, teve uma ideia de fazer um programa num quarto, com o nome “1/4″, ele chegou a fazer um piloto com ele mesmo apresentando, mas ele não gostou. Quando o programa recebeu “ok” para ir pro ar, o Marcos Paulo me chamou pra apresentar. No meio de 2007 o programa estreio, e aos poucos o programa ficou muito querido pela galera. O programa pegou, na rua as pessoas me chamavam de 1/4, e foi quando eu vi que o programa era muito mais forte que eu. Muita gente no início criticava porque eu falo enrolado, mas a estrutura do quarto foi muito legal, e não me vi mais fazendo outra coisa.

Bruno Figueredo: Como foi a mudança do canal 15 para a Band Regional? Foi complicado, difícil?

Victor Barão responde: Foi tranquilo, eu não tinha contrato com eles, como hoje em dia não tenho também. A gente só fez um acordo para eu não usar o nome 1/4. Apesar do nome ser nosso, eles pediram para a gente não usar o nome, e que eles também não usariam. Foi legal a gente entrar nesse acordo. Tudo no fio do bigode, é como a galera acha que tem que ser. Eu não gosto de prender ao papel, a burocracia, porque eu nunca sei do dia de amanhã.

Bruno Figueredo: Qual foi a mudança para uma TV aberta?

Victor Barão:  Antes eu ia no shoppping e a galera falava comigo. Hoje em dia no shopping também, mas eu vou na feira, no posto de gasolina, e a galera vem falar comigo. O programa ficou popular como eu sempre quis. Mudou o foco, ficou popular mesmo.

Bruno Figueredo: Qual o objetivo do programa? Existe uma pauta, um script bem definido?

Victor Barão: Existe sim, mas não é engessado, é bem solto. O Daniel Labanca me ajuda na pauta, porque eu tenho um pouco de dificuldade para fazer a pauta, e talz. O objetivo é mostrar o outro lado das pessoas, achar uns figuras. Hoje em dia há preocupação com a audiência, pelo cunho comercial da TV aberta. Muita gente vem pedir para ir no programa, mas hoje em dia precisava de uma seleção. O que eu acho mais legal é levar cultura na TV aberta. Na TV a cabo tem programação interessante, mas na TV aberta é complicado, tem hora que não tem nada, só programa evangélico. Eu quero contribuir com o lado cultural das pessoas. Hoje eu cumpro esse papel, pelo menos tento.

nozes no dgusty

Bruno Figueredo: O horário do programa é legal?

Victor Barão: Risos. Muitos risos. Você é foxxd$sa. É difícil porque eles já tem uma grade, mas é um horário até caro, talvez para o meu público não é muito. Mas o horário de domingo meia noite e meia é melhor para o meu antigo público. Essa questão de horário no canal 15 era melhor porque reprisava em todos os horários, hoje em dia isso não é possível porque é TV aberta, mas tá bom, estou num horário que comercialmente falando é até carinho. Vamos lá!

Bruno Figueredo: Então você é o Marcos Mion do Cerrado?

Victor Barão: Risos. Cara,  eu tento não copiar ele, eu acho até que parece um pouco fisicamente.

Como você vê o Twitter em Uberlândia?

Victor Barão: Cara eu adoro aquilo, é bom demais. O Twitter vai virar  uma central de notícias da galera. Quando teve o apagão em São Paulo, ouvi uns 40 minutos antes de ser falado no Jornal da Globo. Nada pode ser mais dinâmico do que aquilo. O que me atrai é a simplicidade dele.


Bruno Figueredo: Você já twittou no banheiro?

Victor Barão: Do banheiro? Não, não, eu já esperei e depois fui pro computador. Mas quando eu tinha laptop eu achava muito massa. É o maior barato twittar cagando. Tem um amigo meu que faz questão de falar quando tá no Twitter e tá no banheiro.

Bruno Figueredo: Victor daqui a pouco vai virar um bordão isso então, “Tô cagando e twittando”.

Victor: Pois é cara. Vai virar uma tag.

Bruno Figueredo: Como você vê essa mudança: antes, só o jornalista emitia notícia. Tínhamos uma informação unilateral, só os veículos que passavam a informação. Hoje nós temos anônimos gerando conteúdo e dando muito furo de reportagem por aí.

Victor Barão:  Uma coisa foi muito significante disso tudo, foi quando o … passou a CNN em número de seguidores do Twitter. Foi o que ele falou: “uma pessoa pode ser mais forte do que um veículo de comunicação no Twitter”. Pode criar uma coisa vazia, ter muita coisa e não ter ao mesmo tempo nada. Eu vejo gente mandando muitas coisas interessantes no Twitter. Eu mesmo divulgo meu trabalho e muita gente tem acesso à ele. Eu acho genial a democracia dentro da internet. Acabou o monópolio da informação, que era feita por grupos políticos. Hoje em dia com um celular você mesmo faz sua matéria, seu vídeo. Na sua internet você tem vez.

dgusty

Bruno Figueredo: sobre o Scriptease, o que você nos diz?

Victor Barão: é um outro projeto, mais voltado pra área de comunicação, restrito, só voltado pra internet. Ele é da agência Blues.  A ideia foi do Fabiano Nardini e do Victor, e me chamaram para botar a ideia em prática. Eu faço roteiro, entrevisto, edito. Sempre gostei de ver a galera editando, e hoje em dia com o Scriptease eu posso. Já virei várias noites editando, mas só viro noite sabendo que no outro dia vou poder acordar meio dia.

Bruno Figueredo: Você acredita que para ser um profissional de comunicação é importante passar pela faculdade?

Victor Barão: Lógico cara. Tem muitas matérias interessantes. Adoro Semiótica, as escolas de comunicação, e achei incrível o que o Marshall McLuhan falou sobre o meio e a mensagem. Apesar dele não se posicionar, ele foi muito mais de esquerda do que qualquer um outro. Eu sou meio de esquerda, mas eu gosto do Odelmo. Eu acho importante, é legal passar pela faculdade. Se tiver ao oportunidade, vai em frente. Não que para ser jornalista tenha que passar pela faculdade, de maneira nenhuma.

Bruno Figueredo: Por que você não quis fazer Jornalismo na Unitri?

Victor Barão: Ah cara, eu era meio bodado com o Welligton Salgado. Eu não queria dar dinheiro para ele, risos. Nada contra o curso, muita gente fera saiu de lá. Tem os laboratórios, acho massa, mas não quis para mim. Faço na UFU. Meu dinheiro não vai para aquele homem não.

Bruno Figueredo: Falando nisso, a @uberlandia me falou em entrevista que o Welligton Salgado parece o fofão. E você, o que acha?

Victor Barão: Eu também acho, uma vez eu até twittei isso. Falei no Twitter que se abrir ele tem um punhal lá dentro. Risos.  Ele é muito caricato, aquele cabelo dele.

Bruno Figueredo: Você falou que é meio de esquerda. O que acha da postura da “Família Prado”

Victor Barão: Eu converso muito com eles. Eu converso mais com o Wellington. Eu acho que tem que ter oposição. Gosto do Odelmo, mas gosto de ter contrapontos. Eu gosto de gente combativo. Se for pensar tá ficando uma coisa só, o Aécio apoiando Lula. Acho que tem coisas legais que eles fizeram, a questão da CEMIG, as carteirinhas. Eu gostei do jeito esquentadinho para balançar o esquema.

Bruno Figueredo: Você acha que é o Odelmo Leão que twitta?

Victor: Uma vez me falaram que era a mulher dele, a Ana Paula, depois que era a Vanusa nobre. Mas teve uma vez que eu falei no Twitter, e que o Odelmo me ligou. Eu reclamei dos buracos, dos vazios urbanos, e sei que muitos desses terrenos são de pessoas do grupo político dele. Ele disse que está tentando resolver, tentando comprar alguns terrenos. A outra reclamação foi sobre a invasão no Morumbi, perto da estrada do Prata. Daí a Polícia desceu o sarro na galera. Eu liguei primeiro para o Marquinhos Maracanã, que é uma pessoa que admiro. Eu gosto do jeito dele, tem que alertar mesmo, tem coisas que vão acontecendo e a gente deixa acontecer. Daí o Odelmo me ligou e falou que ia analisar o que tinha acontecido, se as polícias estão batendo mesmo na população, e falou que estava tentando combater isso, que tinha entregue casas e que estava construindo muito mais.

É hora de dar nome aos bois. Veja a opinião de Victor Barão!

Qual a melhor TV regional: A TV Integração tem mais padrão. A TV Paranaíba não tem um lettering bonito, mas eles alegam que é padronizado no Brasil todo. Eu prefiro MTV e Band, risos, mesmo o Boris Casoy acabando com os garis. Eu gosto muito do visionarismo da Band, das vinhetas, do esporte, do jornalismo. Regionalmente, o jornalismo da Paranaíba está foda.

Melhor site de notícia regional: Cara eu não uso. O site do Correio já usei algumas mas dá pau na busca, precisa melhorar. Não uso outro, já entrei no Megaminas algumas vezes. Existe demanda nisso cara.

Jornalista que admira: Marquinhos Maracanã. Eu consigo ver qual é a dele. Gosto da Fernanda Viola, mas ela tá amarrada ainda, ela é talentosa mas tá lendo teleprompter. Existem outros bons, mas estão engessados. Prefiro os mais espontâneos. Jornalismo não tem imparcialidade, não existe isso. O jornalista tem que mostrar qual é a dele. Uma TV ou um jornal representa o pensamento de alguém.

Blog de Uberlândia: um dos primeiros, que vi que a galera tava blogando mesmo foi do Gustavo Patrício, o Barril de ideias,  é um pra frentex, fala sobre publicidade, e achei legal mesmo, é bonito, tem design massa. Eu entro no seu blog bastante, vi a entrevista do Rafael Ferreira, e achei muito massa cara.  Aliás, o Rafael é um cara massa, se ele tivesse a liberdade que ele tinha no Balanço, ia ser massa.

Lugar que gosta de sair: O Goma é o melhor point da cidade, tem a galera mais descolada, as melhores bandas, as banda mais descoladas do Brasil vem pra cá. Tem um cara chamado Walber ele falou que o que o Goma é a pupila dilatada do olho do cXX de Uberlândia. Lá é muito louco, pessoas diferentes, o povo tem preconceito, mas é um lugar diferente, é de certa forma alternativo. É um lugar legal, bar legal com música boa e pessoas interessadas em Cultura. Não é aquela coisa rústica. Opção sexual é diferente, tudo liberado, não uso drogas, sou heterossexual, os gays nunca me cantaram lá. Gosto muito do London também, mas o público que tem mais a minha cara é o Goma.

Restaurante: As churrascarias de Uberlândia são muito boas. Uai Tchê não gostei, aquela coisa de pizza com picanha, não curto, não gosto de mistureba.

E na próxima parte da entrevista confira 4 perguntas, que eu nem vou digitar as respostas do Victor Barão. Eu vou colocar é o áudio mesmo, porque ele xinga, manda uns fulanos ir pro saco e muito mais.

Vejas as perguntas: Barão, o que você acha dos motoristas de Uberlândia? O povo de Uberlândia é metido? A sua voz é entupida? Quem é a @uberlandia?

E aí, vai perder? Confira a próxima parte da entrevista sexta-feira aqui no JoganoGoogle!

Ouçam porque vale a pena, a galinha inteira se precisar.

Deixe os comentários, eles são muito importantes para mim e para os entrevistados. É hora de interagir galera! Valeu, e até a próxima.


Tags: , , , , , , ,