William Bonner do Cerrado – Parte 2 (última).
Posted by Bruno Figueredo | Filed under Entrevistas
Muita gente me perguntou porque eu chamei o Rafael Ferreira de William Bonner do Cerrado. Simplesmente porque é o jornalista mais twitteiro que eu conheço, tão ou mais pentelho do que o grande ícone do jornalismo, o dono do perfil @realwbonner.

A entrevista com o Rafael foi pra lá de engraçada. O bate papo que gerou muito burburinho aqui no blog. Eu perguntei ao Rafael sobre o que achou de tudo isso, e ele foi claro ao dizer que “ali na entrevista me fiz a proposta de mostrar o Rafael Kerubas, o cara que formou em jornalismo e achava que ía trabalhar na JovemPan, que namorou quatro anos e hoje está na esbórnia.
Agora você confere a segunda e última parte da entrevista. Solte o verbo e deixe a sua opinião, ela é sua e pronto.
Bruno Figueredo pergunta: Rafael, você acha que temos portais de notícias na região com credibilidade? O que você acha que pode ser melhorado?
Rafael: Ah sem dúvida, temos ótimos portais, com boas notícias e com conteúdo que pode ser considerado relevante. Se pegarmos, por exemplo, o Megaminas e analisarmos o conteúdo dele será possível encontrar mais erros no Terra (que é gigantesco). Precisamos melhorar a condição de trabalho. Os grandes, médios e pequenos empresários acreditam que uma redação de jornalismo na web seja feita com três pessoas, uma banana, alguns clipes e um pedaço de papel. Receita MacGyver? Sem dúvida, pois tem gente que faz das tripas o coração para conseguir colocar conteúdo no ar. Contudo, é uma via de dois sentidos: o jornalista aceita o papel de ‘faz tudo’ e a empresa paga o que quer por isso, daí se a pessoa não se sujeita ao fato, tem uns 20 que topam.
Bruno Figueredo: O que a internet fez com o jornalismo tradicional?
Rafael: Matou todas e quaisquer barreiras que poderia haver. A distância não existe com as conexões via web e o dinamismo foi turbinado ao pé da letra. Ganhamos asas e alçamos vôo rumo ao frenético movimento provocado pelos factuais e a notícia em primeira mão. O lado negativo do processo foi trazer a falta de apuração de informações, pois as redações se tornaram viciadas por textos já produzidos e o famoso Ctrl+C e Ctrl+V poluem as pautas dos repórteres que se esforçam pra trazer material decente à redação.
Bruno Figueredo pergunta: As faculdades conseguem formar o profissional de jornalismo que o mercado busca?
Rafael: É difícil falar por tantas que existem no mercado, mas gosto de acreditar que haja alguma em algum lugar no mundo que o faça. No Brasil arrisco dizer que não há. Isso se deve a professores que tem medo de formar profissionais que podem tomar-lhes a vaga no mercado, falta de habilidade para lecionar e a doce ilusão de que o aluno não precisa estagiar, trabalhar ou ocupar seu horário vago com atividades voltadas ao jornalismo. Os laboratórios universitários estão cheios de atividades que não chegam perto da realidade do mercado.
Bruno Figueredo: Qual o conselho você dá para quem pretende seguir carreira jornalística.
Rafael: Siga @flaviofachel no Twitter, ele tem todas as dicas possíveis. Kkkkkk Na verdade o sol brilha pra todos e o mercado está aí para mostrar o contrário. Não desiste de seus sonhos e acredite que não há nada impossível. Depois de firmar o pensamento na auto ajuda, crie tipo e corra atrás. Vá pentelhar os chefes de redação, os assessores, busque contato com quem é da área. Foi assim que comecei, pois fui numa rádio e fiquei bisbilhotando até o dia que falei ‘é isso aí que eu quero’. Estude e conheça a parte prática da sua profissão, saiba que o jornalismo é como uma rosa. E lembrem-se, rosas são as mais vendidas no mundo e nem os espinhos conseguem tirar sua beleza.
Bruno Figueredo: Com o fim da exigência do diploma para exercer a profissão de jornalista, a classe foi banalizada?
Rafael: A classe jornalística foi banalizada antes de eu pensar em ingressar na universidade, mas voltando à questão atual, essa falta do diploma já é combatida (confere aqui CCJ do Senado aprova exigência de diploma de jornalista http://tinyurl.com/yz8ynkl ) e acredito que deu um belo susto nos diplomados que esqueceram algo tão simples. O conhecimento ninguém toma, se fez faculdade e aprendeu tudo que poderia, é algo da pessoa e nenhuma lei faz isso acabar. E tem mais, empresas como a Rede Integração sempre vão exigir o diploma. O fim da exigência foi até de certo modo higiênico no âmbito educacional, uma vez que uma infinidade de cursos tiveram perda de alunos e nem conseguiram fechar turmas para o ano letivo. Agora é esperar para que haja aumento na qualidade dos cursos que ficaram.
Bruno Figueredo: Rafael, você foi citado na entrevista com a @uberlandia. Como se sentiu?
Rafael: Rapaz, aquilo me balançou. A danada falou de um jeito muito interessante, pois minha história se confunde muito com o desejo de me tornar referência no jornalismo online da região e a forma com que trabalhei no Balanço. É o fake mais verdadeiro do mundo e eu amo muito, a danada brilha muito no Twitter.
Bruno Figueredo: Por que você ainda não tem um blog?
Rafael: Já tive vários blogs. Kkkkk Desde putaria (na adolescência), até de textos, dicas de download e outros que contavam relatos sobre minha vida. Daí veio o Twitter e tudo ficou mais fácil. =D
Bruno Figueredo: Você adorava ser chamado de “Gatinho” no Balanço Geral. Como está a vida afetiva, solteiro, casado, ficando, em busca, pausado?
Rafael: Aaaaaah, como não me desmanchar perante os miados produzidos em nossa sonoplastia (Tio Bola um abraço pro senhor!). A galera no estúdio ia à loucura e o telefone sempre tinha alguém pra elogiar minha pessoa. Não sei se viu o dia que ganhei uma caixa de bombons. Foi o ápice do processo, um dia antes de minha saída e @vlemos sabe como foi. Kkkkk A vida pessoal está tranqüila e estou esperando a virada do ano pra ver como fica. Kkkk
Bruno Figueredo: Se tivesse que escolher um final de semana, preferia passar com o Willian Bonner ou com a Ana Hickmann?
Rafael: Aaaaaaaaaaaah, aí foi foda, hein danado? Não dispensaria Bonner devido ao fato de ser um dos maiores comunicadores do País, mas trocar experiência com a Aninha seria fabuloso, hein? Gosto do jeitão dela, mas #possofalá? Negaria as duas opções se tivesse dado para mim a opção de passar o fim de semana com Milena Machado, aaaaah.
Bruno: Rafael, para finalizar: Quem você joga no Google?
Rafael diz: a melhor expressão de todas, se fosse no cotidiano seria a playboy da Helen Roche, mas como sendo uma pessoa de nosso convívio, do cotidiano, eu jogo a Wasthi Lauers, o docinho de coco da Paranaíba!
Bruno: Rafael, foi super legal a gente conhecer outro lado, do Rafael como pessoa, e não somente como jornalista. Tenho certeza de que muita gente também gostou. Agradecemos sua atenção, de verdade.
E você, o que achou da entrevista? Solte o verbo e deixe o seu comentário, que é seu, sempre!
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